quarta-feira, 23 de março de 2011

A procura do equilíbrio!

Um regresso a um post de cunho um tanto quanto mais filosófico.

Esse post vem após meu regresso e minha decisão convicta de regressar aos treinos de karatê. Coinscidência? Não, nem um pouco.
Afinal, Karatê não é uma LUTA como muitos podem afirmar, muito menos um ESPORTE, assim como NENHUMA arte marcial é qualquer tipo de luta ou esporte.

Alguns leitores devem estar pensando: "Esse muleque falando água aí, bando de leseira.Não sabe nada e só porque pratica karatê pensa que sabe. Falando besteira, se não é esporte ou luta é o que?"

A resposta é simples, modo de vida. Para aqueles que pensam que Karatê, Kung Fu, Jiu Jitsu, Judô, Aikidô, e todas as artes que existem são apenas golpes e pancadas, lamento decepciona-los. Para cada golpe que se aprende a lição maior é...não use.



Os golpes são para defesa, são para seu próprio aprimoramento, para crescimento próprio, para auto conhecimento, para conhecer seus limites, para saber sua própria força, para melhorar seu equilíbrio, para melhorar sua concentração, melhorar seu foco.

O treino liberta. Liberta a mente, liberta o espiríto, os stress do dia-a-dia. Tudo acaba ido embora com o suor, com o esforço, com o trabalho arduo, com o cansaço. Seu corpo fica dolorido, mas sua alma fica leve. Não há necesseriamente que haver um treino de contato, um treino com um colega. Não tem necessidade de haver luta para que haja esse sentimento de paz, basta realizar um treino, movimentar-se treinar os movimentos, focar no objetivo: Aprimorar-se! Aprimorar-se como artista marcial, no plano mental, físico e espiritual, enfim como ser humano.

As informações a seguir consegui pela Wikipédia: "O monge Peichin Takahara foi o primeiro a descrever a filosofia do "dô", do caminho de evolução que são as artes marciais. Ainda no século XVII, ele desceveu as três vertentes que, combinadas, culminam na evolução da pessoa: ijo, fô e katsu.




Ijo (em japonês: 径, Ijo?) pode ser expresso em atitudes pró-ativas em favor de terceiro. Também se diz que a forma ijo respousa na compaixão, humildade e no recato.

Fo (em japonês: 则 ou 献, Fo?) é o compromisso, isto é, a dedicação que alguém tem para com algo; no caso, o afinco com que um carateca treina os conhecimentos ensinados, a seriedade e devoção que nutre, além, para com seu mestre e colegas.

Katsu (em japonês: 奉, Katsu?) reflete-se no conhecimento, na compreensão que a arte marcial possui, mas compreendida nos mínimos detalhes e em que momentos, da vida ou de um enfrentmento real, farão sentido."



Acho que essa última informação demonstra que artes marciais não são uma "LUTA" servem para que possamos procurar nosso equilíbrio. Nosso ponto central que nos dará a estabilidade para sermos melhores.


Aqui é Elrond Bruno dizendo: "Tudo é karatê".

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