sexta-feira, 15 de abril de 2011

Divagando sobre o tempo!

No post anterior eu falei de Oswaldo Montenegro, ele tem uma música que diz mais ou menos assim: "Faça uma lista de grandes amigos, quem você mais via há dez anos atrás. Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais ?" - O nome da música é A Lista.
Ouvindo essa letra começamos a divagar, fazer uma retrospectiva, lembrar dos que passaram em nossas vidas, dos sonhos que um dia tivemos, de como modificaram, de como se mantiveram.
Engraçado como amizades que não imaginamos simplesmente ocorrem e perduram. Quem diria que aquele garoto de 10 que ia fazer 11 anos que entrava no Colégio Vera Cruz conheceria alguns dos amigos que o acompanhariam dali em diante em sua vida. Amigos que já passaram por momentos individuais complicados, mas que sempre estiveram próximos para ajudar uns aos outros.
Quem diria que aquele garoto que na quinta série dizia: "Eu vou fazer direito.", hoje estaria formado e enfrentando uma especialização.
O tempo é uma força inexorável, é fugás, é impiedoso. Mas o que poucos sabem é que ele possui uma fraquesa, um ponto que o deixa vulnerável. Sim meus caros leitores, o tempo PODE ser vencido. Não, não estou dizendo que podemos viver para sempre, ao menos não em carne e osso. Mas o tempo é derrotado quando o congelamos em nossas mentes, e ficamos com um dia sempre dentro dela. aquele momento, quando todos estavam juntos, quando os risos eram soltos e a felicidade imensa e intensa. Naquele momento, naquela hora que você nunca esquece, ali o tempo foi derrotado. Ele pode tentar, podem avançar o quanto quiser, mas aquele momento perdurará eternamente dentro de quem o viveu.
Quanto a vivermos para sempre, é simples...vivemos eternamente na memória daqueles que tocamos, não fisicamente, mas interiormente. O avô que toca um neto, que convive com o mesmo, que brica com o mesmo. Ele não morre quando seu corpo se torna imóvel, não, ele perdura pois esse neto crescerá e lembrará do avô e contará para seu filho histórias incríveis sobre esse avô, e um dia será avô, fará o mesmo com seu neto, contará do seu avô e seu neto saberá que um dia aquele avô existiu e que ele foi o melhor avô de todos, e o amará, e ele viverá nesse amor.

A razão desse post? Simples, as vezes precisamos parar e cotemplar a vida. Não reclamar, não pedir, cotemplar, apenas observar. Ver a vida como ela é. Vê-la crescer. Vê-la supreender. Ser gratos por estarmos nela. Não deixa que o tempo o vença. Pare, contemple, lembre. Lembre daquela viagem, daquela paisagem, daquela pessoa que lhe deu informação. Lembra daquele jantar? E daquele café? Lembra aquela vez que todo mundo estava bebado? Lembra como é bom as vezes se deixar ser criança?
Eu lembro, eu olho onde estou, onde cheguei. O caminho que trilhei para chegar aqui.
Obrigado aos amigos que me acompanharam, agradeço as presenças. Recordo dos bons momentos, mas ainda temos um longo caminho a seguir.

Aqui é Elrond Bruno variando e citando ao invés de filme uma música: "Vem vamos embroa, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

Um comentário:

Rafael Sotero disse...

Que gay, aehuoaehiueaaaeio.