sexta-feira, 27 de maio de 2011

União Estável Homoafetiva.

Pois é, o tema é antigo, a notícia é velha mas o meu comentário é meu e pronto.
Dia 05 de maio de 2011 o supremo reconheceu a união homoafetiva.
Na minha opinião, vitória do Estado, continuamos bem no caminho da separação do Estado e da Religião. O Estado na própria Constituição se diz laico, sem religião.
Me explica então a razão da religião querer tanto se meter onde não deve?
Atirem pedras em mim, não me importo, mas antes de atirar, se você for Cristão lembre que Cristo disse no templo, quando expulsava os comerciantes de dentro da casa de Deus: Cristo foi perguntado se os judeus não deveriam pagar os impostos a Caesar, deveriam se rebelar contra o Estado. Cristo então questiona: "De quem é o rosto nesta moeda?" - "Caesar!" - respondem. "Então dê a Caesar o que é de Caesar e a Deus o que é de Deus."
Cristo separou bem o Estado é o Estado, Religião é Religião. Tudo bem que vemos os mesmo comerciantes hoje montando Igrejas, dando boletos bancários para seus fiéis. Mas Cristo foi claro, o Estado não deve se meter nos assuntos Religiosos e virse-versa.
Quando foi que Cristo reafirmou isso: "Meu reino não é aqui, meu reino é o reino dos céus, eu sou o caminho e a salvação, aquele que crê em mim será salvo."
Se o reino dele não é aqui, se ele não veio para modificar as leis humanas, POR QUE seus pastores, aqueles que seguem suas palavras estão se incomodando tanto em querer mudá-las?
Bom, mas desviei muito do meu foco. Voltando a União Homoafetiva.
O Homossexual tem direitos, uma vez que ele é um cidadão. Seu parceiro idem. A opção de construir uma vida juntos foi de ambos. Se você não comunga do gosto deles problema seu, não nos cabe julgar, mas cabe proteger o cidadão. Antigamente após a morte de um dos parceiros as famílias costumavam tomar grande parte do patrimônio que os dois construiram em conjunto, e o homossexual que passou a vida trabalhando para ter uma vida estável se via quase sem nada.
Ao judiciário não cabe criar leis, nós interpretamos as leis existentes, interpretamos de acordo com os valores da sociedade. Não podemos fechar os olhos para os fatos que estão acontecendo a nossa volta e agir como se estivessmos nos anos 60, 70.
O mundo mudou, os casos concretos estão aí, pessoas, cidadãos de bens estavam tendo seus direitos lezados.
Quanto ao casamento? Se for na forma da lei, sou a favor sim. Quanto mais afastado de preceitos religiosos, mais justo o estado, pois julgará homens pelas leis dos homens. Quem deve julgar de acordo com as leis de Deus é o próprio Deus. Nem seus pastores, bispos, papas, padres, freis....ninguém pode julgar, DEUS não nos deu esse direito, pelo contrário ele nos TIROU, Cristo disse,"aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra". As leis dos antigos escritos mandava que os antigos Judeus julgassem adulteras e apedrejassem as condenadas, Cristo tirou esse poder. Ele julgará os bons e os maus no juízo final, se é assim. CALEM A BOCA E DEIXEM A VIDA DOS OUTROS EM PAZ. Cada um siga sua vida.
Fico feliz que o judiciário tem crescido no pensamento correto separando o estado da religião.

Aqui é Elrond Bruno dizendo: Quero ver um estado justo e pessoas sãs, a vida dos outros é dos outros e não sua, logo cuide da sua!

Um comentário:

Helio Jaques Rocha disse...

Comentários lúcidos e bem embasados.