segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reflexão válida para o futuro!

Hoje pela manhã recebi um e-mail vindo de uma amiga, ele trazia uma mensagem supostamente de Heberte Vianna e ao final uma frase que teria vencido em um congresso sobre vida sustentável, a frase seria:  “Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Se perceberem, é bem a tecla que venho batendo a algum tempo. A geração que chegou a pós a geração saúde foi a geração Junk Food. A geração "what ever". Essa geração para quem o mundo real é o mundo dos bites e o mundo de carne e osso é só um lugar monotono onde tenho que ficar até chegar em casa e partir para meu verdadeiro mundo.

Diziam que os programas que minha geração assistia eram violentos, que minha geração era cheia de filmes violentos, desenhos violentos, e tentaram modificar isso, resultado...fizeram desenhos educativos, modificaram os padrões criaram sensuras, e o resultado, geração de psicóticos...Não lembro de na minha época haver tantos jovens metralhando colegas em sala, matando os amigos.

Os pais traumatizados com sabe Deus o que, ou melhor, os pais EGOÍSTAS DEMAIS para ver além dos seus desejos e vontades, largam os filhos para que a TV e os outros meios os eduque. Depois os pais começam a ver os frutos desse desleixo e passam a achar ruim a postura dos filhos. Quando vão tentar correr atrás do tempo perdido, muitas vezes já é demasiado tarde e os filhos ou já estão no mundo das drogas ou envolvidos em crimes.

As crianças crescem aprendendo a ser consumistas, os pais passam a achar que gastar dinheiro com o filho é sinônimo de se importar. Se eu pago uma psicóloga isso supre o tempo que eu devia brincar com ele. Se eu pago um DVD isso supre o tempo que deveríamos sentar e colorir, ler, cantar...enfim...dinheiro não cria laços. Dinheiro cria o que estamos vendo, morte pela herança, assassinatos, desvalorização da vida.

Pensemos, se não há vida para valorizar o que o indíviduo valorizará? Sim porque ficar agarrado a um video game ou DVD ou Blue Ray ou TV...isso não é vida. Ele não sente o calor do amor dos pais, ele não sabe o que é sentir a vida, ele não sabe o que é carinho ou qualquer coisa assim...então...volto a perguntar...Se não sabe-se o que é vida, como podemos exigir que se dê valor a mesma?

"Não podemos! Não há o que fazer...Devemos desistir, o futuro está selado! O fim será filhos matando os pais."

BESTEIRA! Isso é um pensamento derrotista inaceitável. Como mudar? Explico: Ame seu filho, curta seu tempo com ele, passe tempo com seu filho, brinque, corra, pega-pegô, Pega-Congelou, Estátua, Batatinha Frita 1 2 3, Esconde-Esconde, passa anel, a barca virou, minha barquinha vai carregada de....
Brinque, não importa que seu trabalho é cansativo, VOCÊ inventou de por esse ser no mundo. Para esse ser VOCÊ é o mundo dele. Você é tudo que ele quer ser, então seja o herói que ele acredita que você seja. Ame-o, arrume forças do infinito, mas seja um pai, seja uma mãe. Só há uma forma de mudarmos o futuro, educando nossos filhos, educando no amor...para as escolas fique o papel de ensinar...para os pais seu dever é educar.

Meu próximo Post será entre a diferença entre ENSINAR e EDUCAR, muitos pais tem se perdido nisso e passado o dever de EDUCAR para as escolas, quando a mesma só deveria ENSINAR.

Aqui é Elrond Bruno dizendo: Agradeço a minha mãe que sentava no chão ao meu lado quando eu era crinaça. A minha mãe que brincava de massa de modelar comigo, de pintar de construir de desenhar...agradeço por minha mãe ter sido mãe!

2 comentários:

André disse...

Belas palavras, meu caro! Compartilho de suas observações e conclusões. E vos digo! Estou prestes a me tornar pai - com certeza o maior desafio da minha vida - e pretendo implementar as ações e atitudes que você propôs. Abrçs.

Manuela disse...

Muito bom, Bruno! Acredito que estamos em uma fase de distorção de valores morais e éticos na educação infantil atual. Os pais acabam se sentindo culpados por estarem ausentes no dia-a-dia dos filhos e com intuito de compensação, cedem a certas exigências impostas por estes, dando demasiada liberdade. Não sou mãe "ainda" mas quero deixar um filho melhor pro meu planeta sim, em todos os sentidos! =)

"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." [termino citando o mestre Paulo Freire]

abraço.