terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Serviço Público: Estabilidade ou Compatibilidade

A eterna montanha russa persiste. A enorme quantidade de pessoas fazendo concurso público nos faz ficar impressionados com a gama de pessoas que querem adentrar nesse mundo e a quantidade de pessoas letradas que o fazem. A pergunta que faço é básica, tão básica quanto pertinente: "Quantas destas tão estudiosas e letradas pessoas tem vocação para o cargo que pleiteiam?!"

Não parece fazer diferença isso que questiono? Alguém sabe a razão da demora do judiciário? Alguém sabe o porquê de termos atrasos mil em diversos setores públicos?
A primeira vista a resposta parece óbvia, "Porque setor público é um bando de vagabundo que não faz nada!"; se você for do setor público dirá: "São as leis que com sua infindável burocracia atrasa tudo.".
Ambos estão certos, mas estão errados...Tem gente vagabunda no setor público? LÓGICO, temos também nos setores privados e em cargos de chefia... A Lei causa certa morosidade? Muitas vezes SIM! Mas será que não estamos nos precipitando e assim vislumbramos as coisas de uma forma muito superficial, não?

Sabem, o que motiva um trabalhador? "Fazer aquilo que gosta!". O que tem acontecido com essa febre de concurso? "As pessoas não procuram mais as especificações dos cargos, procuram os salários.".  Nossa e o que isso acarreta? "Pessoas descontentes, frustradas, que trabalham mal, não sabem fazer seu serviço, pois os concursos não avaliam se a pessoa pode desempenhar seu serviço, então o novato cai de paraquedas num emprego, ele achou que por ser servidor público não trabalharia e viveria de comer dinheiro e estudar e quando chega a realidade ele se assusta e assim temos um péssimo profissional.".

Percebem o que tem ocorrido? Concurso virou salvação...Quero esse salário....Pergunta para o camarada que faz concurso para Técnico de tribunais o que um Técnico faz e espera a resposta. A maioria, se é que vão responder algo, dirão: "Ganha tantos reais por mês, e depois de 3 anos é estável!".

Muitos bacharéis em direito ao se formarem passam em concursos de técnicos e ao chegar nos cartórios(nas varas dos fóruns) não querem fazer os serviços inerentes aos seus cargos, quais sejam, juntar petições, mandados, expedir cartas. Sentem-se rebaixados, esquecem-se que formados ou não a função é servir a entidade pública, sem falar que o concurso realizado foi para o cargo com aquelas atribuições.

Temos que lembrar que além do salário devemos procurar um emprego que se encaixe no nosso perfil. Quem não conhece ou já ouviu falar de um juiz, o camarada é um gênio, 20 livros é o bila, mas como juiz é muito lento, não tem resposta, enrola, é arrogante...fora dali é outra pessoa....o que isso significa? Ele não tinha vocação para Juiz, não é questão de competência, a vocação é outra história, ele é muito competente, mas não tinha perfil para juiz, talvez Ministério Público, talvez Defensor Público ou até Advogado Particular. Talvez em uma dessas funções ele se destacasse mais.

Não nos deixemos iludir pelos altos salários deixando de mão nossos sonhos e desejos...existe vida fora do cargo público, bem como existem carreiras que não a de Juiz....Nossas universidades precisam de professores com DOM e coração no ensino, bem como nossos professores merecem e precisam ser mais R$ valorizados R$. Existem muitas empresas que precisam de consultorias...enfim, a iniciativa privada existe e ainda é uma opção, façamos aquilo de que gostamos...assim ganharemos bem e trabalharemos com mais afinco. Assim todos ganham, o Brasil com funcionários satisfeitos e que trabalham melhor, a população com um serviço de melhor qualidade quanto ao material humano e nós ficamos satisfeitos ao ir trabalhar.

Aqui é Elrond Bruno convocando para que façamos essa pequena reflexão!

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei do comentário, pois penso de forma semelhante! A corrida é pelo salário e não para aquilo que se propõe: servir a sociedade.

PS: Gostei do nome do blog tb,rs!