quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

De volta as bancas!

Engraçado, passamos a vida toda querendo sair do colégio, terminar os estudos e sair de trás daquelas cadeiras. Antigamente isso poderia acontecer, mas o mercado de hoje tornou-se infinitamente competitivo. Hoje um diploma é igual a mais um papel que muita gente tem.
Houve um tempo onde uma especialização destacava o profissional, hoje virou banalidade. Mestrado, ainda é um bom passo, mas ainda assim o mercado exige mais, doutorado. Agora sim, chegamos lá....NÃO, ainda temos os pós-docs.
Enfim, chegamos a um nível que após anos lutando para sair das salas de aula quando finalmente conseguimos, lutamos como desesperados para retornar para lá.
Precisamos nos gabaritar, nos diferenciar, nos habilitar para um mercado que se torna cada dia mais exigente quanto aos seus escolhidos.
Digo isso por experiência própria, aprendi que não poderia descansar, faço uma pós Lattu Sensu, ou seja, uma especialização, estou no fim e me encaminho para um mestrado, por quê? Porque é preciso, se eu quiser ensinar em faculdades é necessário que tenha mestrado, quer dizer, para ensinar em algumas é preciso que eu tenha mestrado E doutorado.
Analisando um pouco a história temo pelo futuro. Sim porque pelo que eu entendo de história tudo que chega ao ápice de seu exagero tende a cair a quase zero. O que eu quero dizer? Simples essa hiper valorização de estudo pode desencadear num próxima geração com desapego absurdo pelo estudo. Isso já tem acontecido. A internet que facilitou tanto o estudo também criou os trabalhos "crtl + C / ctrl + V", onde os alunos copiam qualquer coisa da internet sem ler. Isso tem gerado exigência de trabalhos escritos a mão para força ao menos que os alunos leiam o que estão copiando.
Outro problema da informatização são as caligrafias que vem piorando cada vez mais.
Mas voltando ao cerne da questão, antes que eu divague demais. A luta pela volta aos estudos é impressionante, ao concluir o ensino superior o aluno luta pela melhora do curriculum, faz especializações, mestrados, doutorados, pós doutorados e por fim se aposenta.
Não digo que não devemos ter estudiosos mas devemos também valorizar todas as fazes. O último concurso para professor da Faculdade de Direito do Recife (UFPE - DIREITO), eu só vi vagas para professor adjunto, ou seja era um cargo que já exigia de cara um doutorado. Errado, se perde o frescor de um professor mais novo que pode muito bem crescer dentro da própria instituição. Devem-se abrir concursos para mestres, especialistas. Enfim, devemos valorizar o experiente mas devemos ver que o novo tem suas vantagens.
A busca pelas salas de aula não irão terminar nem tão cedo. Falo por mim, que sempre quis me formar para trabalhar e mandar os livros para os ares, resultado eu mesmo procurei uma pós e a pago com meu salário. E digo que me senti estranho ao voltar a uma sala onde não conhecia ninguém. Mas é assim que tem que ser.


Aqui é Elrond Bruno dizendo Estudar é preciso.

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