quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Moderação, palavra do momento!

Ao ligarmos a televisão vemos lindos comerciais de bebidas, cheio disso e daquilo, ao final tem um aviso: "Beba com moderação!". Beba com moderação? Como assim? 
Bom esse post não será uma explicação sobre a palavra moderação, de forma alguma. Este post será uma reflexão sociológica sobre a sociedade atual onde vivemos, a sociedade do desperdício!

"O que diabos a propaganda alcóolica tem haver com uma análise sociológica? Pelo amor de Deus, esse tal de Bruno deve estar é Bêbado para pensar nisso!"... Não caro leitor, apesar de eu ter quase certeza que grande parte das teorias sociológicas nasceram de mentes embreagadas, essa não é o caso. 
Meu ponto está na palavra "MODERAÇÃO"... Uma palavra que praticamente voltou a ser usada nos comérciais de produtos alcóolicos por força de lei. 
Como pode se mandar alguém beber com moderação se os pais hoje não sabe o que é moderação nem ensinam seus filhos a viver moderadamente?
Agora a discussão se aprofunda, como podemos exigir que alguém beba com moderação se a sociedade empurra o consumismo exacerbado? Como é possível alguém acertar o que é moderado se o trabalho exige que você trabalhe desmedidamente? Como dar dimensão da moderação se o objetivo de vida de muitos é ter tudo em excesso como se isso fosse a medida da felicidade?
Enfim, como posso pedir para que beba com moderação se o que é moderado hoje ontem era soberba?
Essa propaganda beba com moderação nos mostra o caos em que vivemos, a sociedade decrepta, minguante e obtusa na qual vivemos. Uma sociedade onde perdemos as noções dos valores, onde perdeu-se o verdadeiro valor das coisas. Uma vida hoje, não vale mais que um relógio de R$20,00. Sim, ladrões matam só para roubar coisas que não tem valor. Loteamos a vida, e a vendemos bem barato! Isso é que é o mais triste.
Vivemos numa sociedade onde a desmesura é tida como objetivo e a família como peso ou quando muito como segundo plano. Vemos pobres homens ricos que não conseguem ser felizes, mesmo sendo podres de ricos, indo para Disney, Europa, enfim tem tudo que o dinheiro pode comprar e nada os faz feliz.
Enquanto aquela pessoa humilde, que está com sua esposa ao lado, passando por diversos intemperes, revezes, e mesmo assim consegue sorrir, ser feliz. A felicidade não se baseia nas suas posses materiais e sim nas suas posses reais, as unicas posses que nunca tiraram de você o amor familiar, o carinho entre os familiares, conhecimento e os valores que cada um carrega consigo.
Temos que repensa nos valores que passamos aos nossos decendentes, que valores passaremos? O valor do amor e da valorização da vida humana ou o valor monetário onde tudo o que vale são as posses e nada mais?
Meus filhos cresceram valorizando a vida e o seus semelhantes. A verdadeira posse que ele observará serão os valores éticos da pessoa com quem ele se relacionar. 
 
Aqui é Elrond Bruno analisando de forma sintética e expremida um pouco essa nossa sociedade.

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